Estas são as minhas paisagens. Porque cada olhar vê pela janela uma paisagem diferente.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Perdas
Natal

Mas somos assim mesmo...ás vezes precisamos nos permitir simplismente sumir...
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Álbum de Recordações II
Cada lembrança - especialmente aquelas de minha infância - são um pedacinho da pessoa que sou, da pessoa que nunca quero deixar de ser, como uma colcha de retalhos de mim mesma, de minha vida. Por esta razão tenho tanto medo de perdê-las, medo de que elas se desfaçam no tempo veloz que me atropela e assim, eu me esqueça quem sou e o que relmente amo nesta vida.
Durante este final de semana, meu coração sussurrou aos meus ouvidos com outras recordações...belas e importantes.
Assim como as outras, estas também são partículas do eu sou e precisam ser eternizadas.
- Dia em que fiquei internada e meu irmão encheu uma enorme sacola de laranjas "água doce" só pra levar pra mim, pois eu gostava;
- Conversar com o Padre Luciano (meu primo e herói de infância) deitada em seu colo;
- Ficar na soleira da porta da cozinha na roça esperando meu pai chegar da cidade com um saquinho de balas;
- Natal na roça, quando minha mãe fazia cochinhas e pastéis... Fazíamos uma verdadeira ceia com cochinhas, pastéis e refrigerante;
- Cheirinho de capim sendo picado de manhã para as vacas;
- Pular no monte de capim recém picado;
- Meu primeiro namoradinho... Roberval, aos meus oito anos de idade;
- Quando, na adolescência, saía com meu irmão pela rua fingindo que ele era meu namorado, deixando todas as garotas com inveja;
- E muitas outras que, a seu tempo, serão aqui registradas para serem meus pilares de sustentação, minhas raízes.
Percebi que, apesar de tais recordações fazerem parte de mim e serem a matéria da qual eu sou feita, são também momentos que não voltarão mais. É uma inocência que eu já perdi. São tezouros que se deterioraram com o tempo...relacionamentos que se modificaram...
Talvez meus álbuns de recordações sejam a última tentativa de resguardar, preservar tudo de bom que tais recordações significam... não deixar escapar por entre meus dedos assim como muitas coisas me escaparam.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Lindas Campanhas Publicitárias
Há duas, em especial que eu simplismente adoro!!! Ambas estão sendo veiculadas atualmente na TV e muios já devem conhecê-las.
Uma delas é a Fundação para uma vida melhor e fala sobre esperança. Não conheço muito a respeito desta organização e não posso dizer nada sobre sua idoneidade, mas as suas campanhas são sempre muito boas e difundem os valores que a humanidade deve preservar e passar adiante.
Esta campanha sobre a esperança usou de três artifícios com muita sabedoria: Uma bela melodia, uma bela letra e belas imagens. Veja a letra da música e, abaixo, o vídeo:
"Mundos distintos, tão diferenes, com a mesma finalidade
E nessa vida, todos buscamos a felicidade
Diferentes formas de pensar, rios correndo pro mesmo mar
E não há nada nesse mundo que não se possa alcançar
Paz, amor e a fraternidade, Só unidos que vamos ganhar"
Esperança
A outra campanha com a qual eu fiquei também encantada é da WWF, sobre a degradação do meio ambiente e suas conseqüêcias. Muito divertida e surpreendente, mostra como tudo que fazemos volta pra nós em algum momento de nossa vida. Segue o vídeo:
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Dia de Alegria
A perfeição pode ser deste mundo
"Francisco de Assis foi, de fato, uma réplica humana de Jesus. As humanas razões dessa grandeza são tamanhas, que, dificilmente, e vãmente, se procurará na história da humanidade outro homem igual.
A todos, aos maiores, os que assombram como gênios, heróis, mesmo santos, distingue uma qualidade, que obriga e impõe à admiração: neste confluem todas. Com efeito, a sensibilidade que faz o poeta ou o santo; a inteligência, que faz o gênio que impressiona ou converte, persuadindo; a vontade, que domina e faz o político e o diretor de consciências, todas essas faculdades excessivas que dão grandeza aos homens, ainda quando singulares, ou insignemente desenvolvidas, se encontram, complexamente, e no seu limite humano de desenvolvimento, atingidas por Francisco de Assis... Daí a sua grandeza. Incomparável. Único. O homem que mais se aproximou da divindade... À sociedade medieval prega a reforma, repondo no coração, na memória, na ação dos homens, o Evangelho. Cristo ressuscitou segunda vez, desta vez para o mundo, diríamos, se a frase pudesse ser ortodoxa. Mas tivemos dele a réplica perfeita. O céu aproximou-se da terra. A pobreza era a pena de todos? A pobreza foi alçada a ideal. Para que bens pessoais? Para os ter de guardar à mão armada? As desavenças entre os homens, a guerra entre os povos vêm da posse. Sem a propriedade não haveria nem a miséria nem a guerra.
São Francisco é a maior lição que o homem já deu à humanidade: a perfeição é possível neste mundo. Um homem aproxima-se de Deus. Jesus tem, viva, a sua verônica".
De Afrânio Peixoto, em "A perfeição pode ser deste mundo: São Francisco de Assis".
____x____
Hoje também comemora-se o dia interacional dos animais, fato talvez ligado ao imenso amor e respeio que este santo sempre dedicou a eles e a toda a natureza. Abaixo, uma singela estória.
O próximo da fila era um homem bem apessoado, de aparência até nobre.
- São Francisco, ele me deixou preso a uma corrente minha vida inteira, fizesse sol ou chuva, e me chutava e me batia todo o tempo. Até que um dia não resisti e estou aqui!
Ao homem, São Francisco fechou as portas do céu.
Então, foi a vez de uma senhora de aparência bondosa. No colo do Santo, uma gata persa que disse:
- São Francisco, ela me mostrava aos amigos que chegavam e passeava comigo no shopping. Mas em casa, me esquecia num canto e viajava sem me deixar água ou comida suficiente. Quando adoeci, sem ao menos tentar me salvar, ela mandou me sacrificar e comprou outro pobre animal.
São Francisco também lhe fechou as portas do céu.
Chegou então uma jovem. Uma gatinha novinha logo pulou no colo do santo.
A jovem disse assustada:
- Mas nunca tive filhotes! Somente um gato macho que ainda vive!
A gatinha miou baixinho:
- Eu sou um dos filhotinhos que seu gato gerou na rua e que, abandonados, desnutridos, morreram doentes poucos dias depois de nascidos. Tudo porque você não queria castrá-lo nem deixá-lo em casa.
Essa jovem também não entrou no céu.
Finalmente, chegou a vez de um senhor idoso. Mas, quando ele chegou a São Francisco, nenhum animal apareceu. O Santo perguntou:
- Nunca tiveste um bicho de estimação?
O senhor respondeu:
- Não! Porque não quis animais de estimação.
Verificadas outras pendências, São Francisco abriu as portas do céu para o homem.
O anjo, surpreso, perguntou:
- Mas ele desgostava tanto dos bichos que nem os tinha!
São Francisco respondeu:
Não ter bichos não é pecado. Os homens que dizem gostar e os têm e os tratam mal, como se fossem bibelôs ou brinquedos, se esquecem que seus animais de estimação não são suas criaturas, mas criaturas de Deus aos homens confiadas para alegrar suas vidas. Esses sim, prestarão contas de como cuidaram dos animais sob sua responsabilidade.
São Francisco - Vinícius De Moraes
Pelo caminho
De pé descalço
Tão pobrezinho
Dormindo à noite

Junto ao moinho
Bebendo a água
Do ribeirinho.
Lá vai São Francisco
De pé no chão
Levando nada
No seu surrão
Dizendo ao vento
Bom-dia, amigo
Dizendo ao fogo
Saúde, irmão.
Lá vai São Francisco
Pelo caminho
Levando ao colo
Jesuscristinho
Fazendo festa
No menininho
Contando histórias
Pros passarinhos.
Professorinha?
Mutos não sabem, mas eu fui normalista.Estudei magistério no segundo grau e cheguei até a lecionar para crianças.
Depois de um tempo concluí:
Lecionar para crianças (crianças mesmo, de no máximo 10 anos de idade) é algo muito legal e até estimulante, mas profissionalmente, não me realizaria.
Lecionar para adolescentes... definitivamente não me atrai, não me realizaria. Não tenho paciência suficiente para lidar com adolescentes, principalmente com os adolescentes de hoje em dia.
Lecionar em curso superior? Bem, esta é uma grande possibilidade que comecei a considerar e a desejar desde que me envolvi com pesquisa acadêmica e me aproximei mais deste "mundo acadêmico". Por esta razão, entre outras, pretendo ingressar em um bom mestrado num futuro próximo.
Está acontecendo na PUC Minas Arcos, a primeira Semana de Ciência e Cultura, evento que tem oferecido vários cursos, palestras, oficinas e espetáculos simultâneos para os alunos, funcionários e comunidade em geral. Fui convidada a ministrar, neste evento, um mini-curso sobre o tema que é foco de minhas pesquisas há mais de dois anos: estresse organizacional... uma ótima oportunidade para "experimentar" o papel de professora acadêmica.
O mini curso aconteceu ontem á noite e devo confessar que fiquei bastante surpresa com o público. Eu não havia sido informada do número de inscrições e, de repente, a sala foi-se enchendo... Considerando que, ao mesmo tempo vários outros eventos como mini cursos, oficinas e espetáculos estavam acontecendo, acho que tive um público muito bom! Foram mais de cinquenta pessoas me ouvindo.
Foi uma experiência ótima! Me senti quase em casa partilhando com aquelas pessoas o conhecimento que eu adquiri sobre estresse. A participação também me deixou muto feliz, as pessoas interagiram, questionaram, debateram... enfim... demonstraram interesse em tudo que estava sendo dito.
Depois desta experiência tão positiva, comecei a pensar que, de repente eu não estivese tão enganada quanto ao meu possível futuro profissional quando me tornei uma normalista...só ainda não tinha definido bem o foco.

