"... Se tem um tumulto na sua cerca
Não fique alarmado agora,
É apenas uma limpeza de primavera para a rainha de Maio.
Sim, existem dois caminhos que você pode seguir,
Mas no final das contas,
Ainda há tempo para mudar a estrada em que você está..."
Extraído da letra de Stairway to Heaven, Led Zeppelin
Estas são as minhas paisagens. Porque cada olhar vê pela janela uma paisagem diferente.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
Há dias (como hoje) em que nada me faria maior bem que um gatinho em meu colo, com sua presença enigmática, seu olhar penetrante e seu ron-ron extasiante...
O Ron-Ron do Gatinho
O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas

e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peitonão é doença - é carinho.
De Um Gato Chamado Gatinho, livro de FERREiRA GULLAR.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Um ano de saudade
Há exatamente um ano atrás eu me despedia de meu pai.
Foi um dia triste, repleto de sentimentos turvos e confusos.
A constatação de um acontecimento tão definitivo como morte é algo desnorteador.
Passaram-se 365 dias desde então. 365 dias sem a presença de meu pai. 365 dias sem que deixasse de pensar nele um dia sequer. 365 tardes sem ouvir o baulho da bicicleta chegando em casa nem o assovio baixinho. 365 noites sem ouvir sua bênção antes de dormir.
o tempo realmente possui um efeito muito grande em nosa vida e naquilo que sentimos, pois nos permite processar e etender melhor cada acontecimento, cada perda.
A dor por não ter mais a presença de meu pai e não ter mais chances para lhe mostrar meu amor ainda existe e acredito, sempre exisitirá. Mas as lembranças felizes vão ocupando um espaço maior em meu coração à cada dia que passa assim como o sentimento de gratidão por cada momento vivido, por cada palavra, por cada sorriso, por cada ensinamento.
Uma das coisas que mais me deixam feliz é lembrar como meu pai sentia orgulho de mim. Era um orgulho tão genuíno, tão simples e tão humilde... tão verdadeiro.
Em 1999, comecei a trabalhar na mesma empresa em que ele trabalhava e me marcou profundamente a expressão que se estampou em seu rosto ao meu ver, pela primeira vez, coordenar uma reunião geral com os funcionários e fazer uma pequena palestra. Era um sorriso quase infantil. Quando cheguei em casa ele me estendeu a mão e me parabenizou dizendo que sentia muito orgulho por eu ser uma pessoa tão inteligente e tão talentosa.
Na verdade, a reunião não foi nada de mais... O que sempre foi demais foi o amor de meu pai por mim. E mesmo que eu não tivesse a mesma facilidade dele em expressar, o meu amor por ele também sempre foi imenso.
Que Deus o tenha presenteado com a paz, a felicidade e o descanso eternos, papai.

segunda-feira, 16 de junho de 2008
É incrível como sempre me identifico com o que Martha Medeiros escreve!!! Acho que a ela já foi permitido aprender a sabedoria das coisas simples, aquela sabedoria que é realmente importante e nos faz ver o mundo com olhos mais claros, mais calmos.
Você é...
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
Você é...
Martha Medeiros
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Campanha Publicitária Criativa
A ultima campanha da rede Hortifruti está sendo veiculada no Rio de Janeiro desde o final do ano passado, mas na internet ela já ganhou o Brasil.
Com o slogan: 'Aqui a natureza é a estrela', as paródias com títulos de filmes se espalharam rapidamente.
O publicitário Leo Carbonell conta que trocadilhos são recorrentes nas campanhas da Hortifruti. Já fizeram uma também em que frutas e verduras eram estrelas da revista "Cascas".
A criação é da agência capixaba MP Publicidade.









Com o slogan: 'Aqui a natureza é a estrela', as paródias com títulos de filmes se espalharam rapidamente.
O publicitário Leo Carbonell conta que trocadilhos são recorrentes nas campanhas da Hortifruti. Já fizeram uma também em que frutas e verduras eram estrelas da revista "Cascas".
A criação é da agência capixaba MP Publicidade.









quinta-feira, 8 de maio de 2008
Meu amigo Moises indicou, em seu blog (outro rumo) este site de imagens e fui conferir. O site realmente é muito bom, com imagens lindas em diversas categorias.
Encontrei lá esta imagem abaixo que acho que combina muito com a comemoração que se aproxima, o dia das mães.
Acho que o amor de mãe é realmente algo universal.
A Alegria da Tristeza
Encontrei este texto da Martha Medeiros e, como sempre, amei!
Eu concordo totalmente com ela. As pessoas se permitem muito pouco o sentir, principalmente quando o sentimento é a tristeza, a necessidade de introspecção.
Vale a pena ler e refletir!
A Alegria da Tristeza
Martha Medeiros
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música.
Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir. Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado.
Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida. Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido.
Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.
Triste é não sentir nada.
Eu concordo totalmente com ela. As pessoas se permitem muito pouco o sentir, principalmente quando o sentimento é a tristeza, a necessidade de introspecção.
Vale a pena ler e refletir!
A Alegria da Tristeza
Martha Medeiros
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música.
Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir. Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado.
Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida. Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido.
Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.
Triste é não sentir nada.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Mão Única
Tenho observado como certos relacionamentos – familiares, amorosos ou de amizade – ás vezes se desenvolvem baseados em uma relação de poder, onde há sempre um lado mais forte que o outro e como estes relacionamentos são complicados e ás vezes dolorosos.
Não digo que não exista afeto, amor e carinho verdadeiros, pelo contrário. Mas o fato é que relações de poder são perigosas. Aquele cuja personalidade é mais forte e dominadora, que não admite estar errado, que gosta de dar sempre a última palavra e que consegue manipular todas as situações a seu favor acaba encontrando prazer nesta situação cômoda, o que fortifica suas características.
Mas o contrário acontece com aquele cuja personalidade é mais frágil, cuja carência o leva a querer agradar e a buscar aceitação por parte do outro e, por vezes se subjuga acreditando estar evitando atritos que poderiam comprometer o relacionamento, ele se cansa e se frustra, pois, apesar de seus esforços, não percebe no relacionamento a troca que esperava.
Relacionamentos de mão única não têm futuro.
O que acaba acontecendo é uma revolta como aquelas que estudamos em História, onde a classe dominada não se subjuga mais ás ordens da classe dominadora e luta por igualdade. Claro que, neste caso, a revolta é expressa em pequenos detalhes, discussões que antes não aconteceriam, comportamentos que antes seriam evitados, palavras que antes não seriam ditas e pedidos que desculpas que, antes eram tão comuns começam a ficar escassos.
Na maioria das vezes nem chega a existir uma discussão realmente séria, e, na prática, todas as questões são resolvidas, esclarecidas, mas começa a surgir um afastamento de ambas as partes, pois um espera que o outro dê o primeiro passo, dê o braço a torcer e vice-versa. Aquele que sempre foi mais forte e dominador na relação não faz isto porque se acostumou ditar as regras e aquele que sempre foi mais frágil e mais carente também não faz isto, pois o que deseja realmente é uma mudança que o faça sentir-se valorizado.
Infelizmente, é desta maneira que morrem muitos casamentos, namoros, relações em família e amizades.
Retorno
Olá.
Depois de alguns dias de férias, retornei hoje.
Retornei ao trabalho, aos estudos, ás leituras e ao Blog!!!
Não deixem de visitar sempre minhas Paisagens da Janela e deixar seu comentário.
Depois de alguns dias de férias, retornei hoje.
Retornei ao trabalho, aos estudos, ás leituras e ao Blog!!!
Não deixem de visitar sempre minhas Paisagens da Janela e deixar seu comentário.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
O QUE É?
O que é que se passa aqui dentro e traz este sentimento de sede, de desejo sempre constante...
Quando nada nos satisfaz e nehum sabor que provamos é o sabor que procuramos
Quando nenhum lugar d mundo é aquele que nossos olhos esperavam ver
Quando nem mesmo aquele perfume caro e maravilhoso que ousamos comprar nos preenche o olfato
Quando nenhuma palavra, de nehuma pessoa é aquela palavra que nos alegra e nos acalma
Quando nenhum livro, de nenhuma categoria traz a história que gostaríamos de ler
Quando nenhuma explicação, por mais detalhada e elaborada que seja é o suficiente para explicar este comichão que nos devora...
O que é isto?
O que é que se passa aqui dentro?
Quando nada nos satisfaz e nehum sabor que provamos é o sabor que procuramos
Quando nenhum lugar d mundo é aquele que nossos olhos esperavam ver
Quando nem mesmo aquele perfume caro e maravilhoso que ousamos comprar nos preenche o olfato
Quando nenhuma palavra, de nehuma pessoa é aquela palavra que nos alegra e nos acalma
Quando nenhum livro, de nenhuma categoria traz a história que gostaríamos de ler
Quando nenhuma explicação, por mais detalhada e elaborada que seja é o suficiente para explicar este comichão que nos devora...
O que é isto?
O que é que se passa aqui dentro?
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