

E um 2008 repleto de alegrias, desafios, conquistas e amor.
É o que desejo á todos vocês, meus amigos!
Estas são as minhas paisagens. Porque cada olhar vê pela janela uma paisagem diferente.
Imam Square, em Isfahan é uma das maiores praças do mundo, e também está classificada entre as mais belas. Pode - se facilmente gastar vários dias apenas explorando-a, assim como as duas mesquitas, o palácio e o bazar ao seu redor.
Ponte dos 33 arcos. Construída entre 1599 e 1602 pelo xá Abbás
A leitura realmente é uma viagem emocionante!!!
Incrível como Martha Medeiros, em seus textos, sempre acerta em cheio nas nossas feridas! O texto abaixo me foi encaminhado pelo amigo Railer e é um bom exemplo disto!
Desconstruções
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Felipe. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
Percebi que, apesar de tais recordações fazerem parte de mim e serem a matéria da qual eu sou feita, são também momentos que não voltarão mais. É uma inocência que eu já perdi. São tezouros que se deterioraram com o tempo...relacionamentos que se modificaram...
Talvez meus álbuns de recordações sejam a última tentativa de resguardar, preservar tudo de bom que tais recordações significam... não deixar escapar por entre meus dedos assim como muitas coisas me escaparam.
A perfeição pode ser deste mundo
"Francisco de Assis foi, de fato, uma réplica humana de Jesus. As humanas razões dessa grandeza são tamanhas, que, dificilmente, e vãmente, se procurará na história da humanidade outro homem igual.
A todos, aos maiores, os que assombram como gênios, heróis, mesmo santos, distingue uma qualidade, que obriga e impõe à admiração: neste confluem todas. Com efeito, a sensibilidade que faz o poeta ou o santo; a inteligência, que faz o gênio que impressiona ou converte, persuadindo; a vontade, que domina e faz o político e o diretor de consciências, todas essas faculdades excessivas que dão grandeza aos homens, ainda quando singulares, ou insignemente desenvolvidas, se encontram, complexamente, e no seu limite humano de desenvolvimento, atingidas por Francisco de Assis... Daí a sua grandeza. Incomparável. Único. O homem que mais se aproximou da divindade... À sociedade medieval prega a reforma, repondo no coração, na memória, na ação dos homens, o Evangelho. Cristo ressuscitou segunda vez, desta vez para o mundo, diríamos, se a frase pudesse ser ortodoxa. Mas tivemos dele a réplica perfeita. O céu aproximou-se da terra. A pobreza era a pena de todos? A pobreza foi alçada a ideal. Para que bens pessoais? Para os ter de guardar à mão armada? As desavenças entre os homens, a guerra entre os povos vêm da posse. Sem a propriedade não haveria nem a miséria nem a guerra.
São Francisco é a maior lição que o homem já deu à humanidade: a perfeição é possível neste mundo. Um homem aproxima-se de Deus. Jesus tem, viva, a sua verônica".
De Afrânio Peixoto, em "A perfeição pode ser deste mundo: São Francisco de Assis".
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Hoje também comemora-se o dia interacional dos animais, fato talvez ligado ao imenso amor e respeio que este santo sempre dedicou a eles e a toda a natureza. Abaixo, uma singela estória.
Mutos não sabem, mas eu fui normalista.Estudei magistério no segundo grau e cheguei até a lecionar para crianças.
Depois de um tempo concluí:
Lecionar para crianças (crianças mesmo, de no máximo 10 anos de idade) é algo muito legal e até estimulante, mas profissionalmente, não me realizaria.
Lecionar para adolescentes... definitivamente não me atrai, não me realizaria. Não tenho paciência suficiente para lidar com adolescentes, principalmente com os adolescentes de hoje em dia.
Lecionar em curso superior? Bem, esta é uma grande possibilidade que comecei a considerar e a desejar desde que me envolvi com pesquisa acadêmica e me aproximei mais deste "mundo acadêmico". Por esta razão, entre outras, pretendo ingressar em um bom mestrado num futuro próximo.
Está acontecendo na PUC Minas Arcos, a primeira Semana de Ciência e Cultura, evento que tem oferecido vários cursos, palestras, oficinas e espetáculos simultâneos para os alunos, funcionários e comunidade em geral. Fui convidada a ministrar, neste evento, um mini-curso sobre o tema que é foco de minhas pesquisas há mais de dois anos: estresse organizacional... uma ótima oportunidade para "experimentar" o papel de professora acadêmica.
O mini curso aconteceu ontem á noite e devo confessar que fiquei bastante surpresa com o público. Eu não havia sido informada do número de inscrições e, de repente, a sala foi-se enchendo... Considerando que, ao mesmo tempo vários outros eventos como mini cursos, oficinas e espetáculos estavam acontecendo, acho que tive um público muito bom! Foram mais de cinquenta pessoas me ouvindo.
Foi uma experiência ótima! Me senti quase em casa partilhando com aquelas pessoas o conhecimento que eu adquiri sobre estresse. A participação também me deixou muto feliz, as pessoas interagiram, questionaram, debateram... enfim... demonstraram interesse em tudo que estava sendo dito.
Depois desta experiência tão positiva, comecei a pensar que, de repente eu não estivese tão enganada quanto ao meu possível futuro profissional quando me tornei uma normalista...só ainda não tinha definido bem o foco.
O foco da mostra é o trabalho de Louis Wain, que ficou famoso por ter criado um mundo de gatos humanizados, que participam de festas, usam roupas da moda e jogam golfe.
O artista começou a atrair atenção quando seus desenhos bem-humorados começaram a ser publicados no Illustrated London News, em 1886.Wain conquistou fãs importantes, como o escritor H. G. Wells e o primeiro-ministro britânico Ramsey MacDonald, mas não era bom em negociar os preços de suas obras e acabava vendendo os trabalhos por muito menos do que eles valiam.
Notícia na íntegra aqui!
Bem, o artista acabou a vida um pouco "fraquinho das idéias", mas não me venha a oposição dizer que isto teve alguma coisa a ver com seu gosto pelos felinos!!!! Rs
Seguem-se alguns de seus desenhos:
Minha amiga Bruna, do "Coisas de Bruna" sempre descobre textos muito legais...assim como este que ela me enviou hoje... Realmente muito legal! Obrigada Bruna!
É o que tem pra hoje.
De Tati Bernardi
Queria ser uma dessas pessoas que chegam rapidamente até o outro lado da praia, mesmo quando é fofa e de tombo.Que arquitetam planos de vida.Que começam assistentes e terminam donos.Que começam miojo e terminam grande evento culinário um sábado sim, um não.Que não se demoram na hora de olhar o cardápio, a vitrine, o Guia da Folha.
Fico vendo que fulano foi lá, escreveu o roteiro, quase um ano de trabalho. Depois foi lá, filmou tudinho, mais um ano de trabalho. Na semana da estréia já estava envolvido em outro projeto. Projetos atrás de projetos. Ah: e fulano tem absoluta certeza que nasceu pra isso.
Fico vendo que fulana foi lá: em 2000 pós, 2001 mba, 2002 carro do ano, 2003 casamento, 2004 casa, 2005 filho, 2006 rotavírus. Uma vida na agenda.
Mas enquanto isso, será que fulano sabe dos 456 livros que poderia ler? Das 456 mulheres que poderia comer? Do pôr do sol em Fernando de Noronha? Do prazer surruel que é dormir até tarde sem saber que dia é?
Como fulano pode ter certeza que está no lugar certo, na hora certa, no momento certo, com a pessoa certa, se há zilhões de segundos, dias, ruas, bairros, cidades, países e sonhos nesse mundo?
Passo os dias me perguntando. Aquele povo todo, correndo na paulista, se apertando no metrô, parado no trânsito da Marginal, passando crachás, apertando mãos, escovando os dentes naquelas escovinhas que dobram no meio pra caber na bolsa, almoçando em quilos, sorrindo em falso, respirando ar condicionado, sonhando com a vida alheia, com o salário alheio, com o final do dia.
Eu não consigo ser uma coisa. Não consigo viver por algo. Tenho esse saco sem fundo onde cabe o mundo. Mas cabe tanto, tanto, que vivo vazia. Porque ainda não aprendi a me preencher. Porque ainda ando por aí meio maravilhada e irritada, caçando meus pedaços, desejos e inspirações. Até que depois de ver um pouco de tudo e todos, eu saiba finalmente que cara e que forma tem o meu mural de recortes, a minha colcha de retalhos.
Mas no meio do caminho se é muito feliz. E esse texto está assim meio estranho porque tô escrevendo ele… quem diria: um pouco bêbada. Agora, por exemplo, tô feliz porque bebi saquê e cantei "O amor e o poder" em um karaokê louco. Tô muito feliz. E talvez um pouco bêbada. Odeio crachás. E eu tô feliz porque tô ouvindo uma versão de "My way" cantada pelo Gipsy Kings e são quatro e cinco da manhã. E porque estou tendo o maior ataque de riso do mundo simplesmente porque nada faz sentido. E que bom que não faz.
Como diria meu cabeleireiro gay e com pedras no rim: "é o que tem pra hoje, meu bem". E eu não me culpo pela minha pressa em ficar. E eu não te culpo pela sua pressa em ir. É em tantas pressas contrárias que a gente se esbarra pelo mundo e se diverte um pouco.
"De onde vem essa busca? Essa necessidade de resolver os mistérios da vida, quando as mais simples questões podem não se respondidas?
Por que estamos aqui?
O que é a alma?
Por que sonhamos?
Talvez fosse melhor nem procurarmos. Não aprofundar. Não ansiar. (...)
Mas ainda nos esforçamos para fazer diferença... mudar o mundo, sonhar com esperança... Nunca tendo a certeza de quem encontraremos pelo caminho. Quem, dentre os estranhos vai segurar nossa mão, tocar nossos corações e compartilhar a dor de tentar?
Nós sonhamos com esperança. Nós sonhamos com mudança (...)
E então acontece.
O sonho vira realidade e a resposta para esta jornada, essa necessiade de resolver os mistérios da vida finalmente aparece como a brilhante luz de uma nova aurora.
Tanto esforço por um significado, um propósito... e no fim, nós encontramos isso em cada parte...
Nossa experiência compatilhada do fantástico e do mundano... a simples necessidade do humanos de encontrar seus antepassados para (...) saber dentro de nossos corações que não estamos sozinhos."
Este texto aparece no último capítulo da primeira temporada de HEROES. Mas, apesar de relacionar-se perfeitamnte com a história da série, este texto não fala só sobre pessoas com super poderes e seus questionamentos, suas vidas... fala de todos nós seres humanos, que fazemos parte da vida real e não de uma ficção, que lutamos com nossas dúvidas, nossos questionamentos e medos a cada dia...que também ansiamos por respostas, por mudança e por um mundo melhor... fala sobre nós, seres humanos que também queremos fazer a diferença e para isto precisamos ter fé e esperança...
No dia dos namorados - dia em que as pessoas dedicam-se ao amor e a falar sobre o amor sem tantos pudores, tantas ressalvas, eu recebi uma flechada... um"selo" dedicado aos blogs que falam sobre o amor. E agora, como eu poderia não presentear também outros blogs que tratam este tema de forma tão linda? Fiz uma pequenina lista dos blogs a quem eu dedico este presente e coloquei uma breve explicação de porque foram escolhidos.
Esbaforidas - Este é o Blog da Fabiana. É um blog novo, recente, assim como o meu... mas ela trata bem do amor... do amor por sua terra, do amor por seus amigos, do amor por sua família, do amor pela arte e cultura, do amor que quer ter a seu lado.
O Gato na Paisagem - Acabei de conhecer este Blog e estou muito encantada! O Blog possui dois autores que nos pesenteiam com belos textos e poemas... cada um deles mais parece uma declaração de amor... e acho que realmente o são. Vale a pena conhecer!
Coisas de Bruna - Como a própria Bruna se descreve, ela é uma mineira, apressada, ariana, geniosa, filha única e muito doce. E ela imprime sua personalidade neste Blog que, entre muitas outras coisas, fala do amor que preenche seu coração. Amor pelas pessoas, pela vida, pelas lembranças e por tudo o mais que tem de precioso em sua vida.
Claro, muitos outros Blogs poderiam ser aqui citados, mas estes são os que mais têm feito parte do meu dia-a-dia...